Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Superação.


Esta semana eu estava com medo de algumas coisas que poderiam surgir no trabalho, mas felizmente, conforme as coisas foram chegando, e saí perguntando e fui fazendo, deu certo, entre mortos e feridos, no final das contas, salvaram-se todos, algumas horas à mais no meu bando de horas e tudo terminou bem!


A gente tem mania de às vezes não acreditarmos em nós mesmos, eu já tive este medo, quando saí da casa dos meus pais, foi um choque, eu vivia rodeada de gente, era um condomínio enorme, não tinha como se sentir sozinho e em silêncio, de repente, eu me vi com 17 anos, saindo da Faculdade e indo pra casa, pra minha casa, abria a porta do apartamento, via aquele corredor que parecia imenso, não tinha minha mãe pra conversar, meu pai pra mandar calçar os chinelos, e ao entrar no meu quarto, não tinha um ataque de nervos porquê minha irmã não estava lá e os meus batons estavam intactos, tudo ali, arrumadinho, excessivamente limpo, excessivamente silencioso, excessivamente solitário.


Me casei, me superei...


Os primeiros dias não foram fáceis, eu passava horas ao telefone com a minha mãe, chorava, ligava pros amigos, sentia falta de conversar (Caramba falar pra mim é essencial)...eu ficava sozinha, das das 19h00 até altas horas da madrugada, mas eram as condições, era o que eu tinha escolhido.


Passou, eu aprendi a conviver com aquela situação, alguns amigos sempre me visitavam, o pessoal da faculdade tentava me ocupar, me levavam pras festas, mas ainda não era o suficiente.


Dois anos se passaram e tudo isso foi revertido, enxerguei um casamento falido, olhava pro meu lado e via um amigo, um cara com quem eu batia altos papos, um companheiro pra ver TV, alguém que saciava necessidades físicas, mas não enxergava o grande amor, não enxergava o sonho que eu tinha constrído lá trás...


Daí veio o medo, medo de me separar, de largar tudo aquilo em que eu coloquei tanta fé, tanta dedicação, amor, carinho e cumplicidade, não exigi fidelidade e nem fui exigida, mas quando a lealdade acaba, acaba-se tudo.


Me separei, me superei....


Depois encontrei o companheiro que eu procurava, daí o medo de assumir uma nova paixão, uma paixão proibida, um homem mais velho, desaprovações por todos os cantos, olhares curiosos e muitas apostas de que aquilo era só "fogo de palha"


Enfrentei, namorei, "juntei" ...., me superei...


Engravidei, começo de namoro, incerteza do futuro, final de contrato de estágio, sem efetivação, um bebê a caminho, sem uma casa, sem trabalho, sem apoio dos pais, sozinha, quase pirei, tomei calmantes, me revoltei, achava que tinha sido esquecida e que não tinha mais solução pra mim, me afastei por sessenta dias do pai do meu filho, viajei....mas não sei de onde encotrei forças, encarei todos, fiz valer a minha vontade.


Voltei, assumi e me superei...


Na segunda gravidez, outro baque, final de estágio por causa da gravidez, grana de menos, problemas demais, acúmulo de sensações de impotência, mas tudo bem, eu continuei...


Dei a volta por cima, me superei...


Voltei à Faculdade, contra todas as possibilidades, consegui ir levando as prestações altíssimas, estudei, dormi pouco, dormi mal, trabalhei muito longe de casa, fiquei longe dos meus filhos, entrei pra comissão de formatura, me doei, me magoei, mas consegui.


Me formei, me superei....


Voltei ao mercado de trabalho, aceitei ganhar menos, engatinhar novamente, me esforcei, ganhei mais responsabilidades e tenho fé que isso dará resultados próximos, esta semana, fiz mais do que achei que podia.


ME SUPEREI!!


Às vezes a gente perde tanto tempo, imaginando o tamanho do problema, pensando no porquê está acontecendo conosco, o que nós fizemos de errado, e o tempo passa, e passa sem dó, então eu não sou nenhum exemplo a ser seguido, mas digo: Levanta a cabeça, pense nas possibilidades, trabalhe pra reverter a situação e SUPERE-SE! Depois me diga se gostou do sabor doce e suave da SUPERAÇÃO!



Nota da Blogueira: Jesus (sem alusão à religião), esta TPM além de chorona, me deixou saudosista, melancólica e metida à escritora! (Cruzes). Vou indo, quero voltar à ouvir "Our Love is Easy" que por sinal é uma das trilhas sonoras deste Blog.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

O que vejo...


O que vejo quando me olho no espelho?


Hoje ao voltar do trabalho pra casa, fiquei pensando nisso, o táxi parou num cruzamento e eu olhei para o vidro e vi o meu reflexo, vi um rosto cansado, olhos tristes, ombros caídos, mas pudera foi um dia muito cheio e estressante.


Há dias que eu vejo meu reflexo e enxergo uma menina, assutada com a tamanha responsabilidade que resolveu assumir tão cedo, saudosa pelas tardes que passava vendo o pôr do sol, sentada no muro da casa dos meus avós, com a certeza de que ao entrar, encontraria aquela janta que só eles faziam pra mim, eu conseguia sentir o carinho deles em cada coisa que faziam.


Em outras vezes, vejo uma adolescente, entusiasmada, cheia de vida, de curiosidades, disposta a conquistar o mundo, conhecer pessoas, aprender outras línguas, visitar países, enfrentar tudo e todos, saudosa pelas noites que não tinham fim, em que dançava até o raiar do dia, voltava pra casa exausta mas pouco dormia, pois aquela era uma época onde o cansaço não tinha vez!


Tem também algumas vezes que vejo uma mãe, que nasceu há quase seis anos, engatinhando e aprendendo ao mesmo tempo que ensina, orgulhosa por ter conseguido transmitir diariamente o amor que sente pelos filhos, a paz que tem quando está com eles e a vontade de conquistar tudo para eles!


Porém o reflexo que eu mais gosto é o de alguém que não dá a mínima para o que pensam os outros, que é como é, que erra, acerta, cai, levanta, sorri, assiste repetidamente o mesmo seriado, que não tem vergonha das imperfeições do corpo, que jamais perderia algumas gotas de chuva com medo do cabelo ficar com volume, que come sem culpa, não é viciada em dietas, evita a balança, que trabalha todos os dias na esperança de ter seu talento reconhecido, certa de que se não reconhecerem, não significa que eu não o tenha....que se doa quando ama, que ama com vontade, com verdade e com lealdade.


Enfim, como pura leonina, não faço uso constante da modéstia, pessoas assim, me cansam....falo o que penso, digo que amo quando amo, se não amo, também digo, não me aproximo de ninguém por interesse, mantenho meus amigos mesmo sem vê-los com frequência, não faço questão de marcas, manchetes e panfletagem excessiva, não sigo a moda das passarelas, tenho o meu estilo e mudo cada vez que me canso.


Já chorei por tirar nota baixa, já parei de falar com alguém que me fazia bem por burrice, já perdi pessoas queridas que não vão voltar, já fiquei com a barriga dolorida de tanto rir, já escutei uma mesma música o dia todo pelas lembranças que ela me traz...


Não sou uma pessoa melhor e nem pior que ninguém, mas comum, eu tenho certeza que não sou, normal tampouco!


Eu posso não acertar em tudo, mas me orgulho de não abandonar meus valores e sonhos!


Cinco minutos parada no farol, um reflexo ....de repente um post destes....


Eu vivo me surpreendendo!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Uma do Jabor - Adoro!


Crônica do Amor.


Por Arnaldo Jabor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.


Isso são só referenciais.


Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.


Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.


Você ama aquela petulante.


Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.


Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem noódio vocês combinam.


Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.


Você ama aquele cafajeste.


Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.


Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.


Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.


Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga... Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.


Por que você ama este cara? pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.


É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.


Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.


Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.


Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa.


Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.


Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.


Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.


Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!


Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!


Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

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Nota da Blogueira: Veio à calhar, algumas coisas não devem ser questionadas, siplesmente podem ou não ser aceitas, simples assim! Cansei de complicar a vida, vou vivê-la, e vou vivê-la intensamente. Não vou ficar esperando "isso" ou "aquilo" acontecer. Agora é o meu momento, com licença, eu vou viver!!!